Casa Marvila: Quando o espaço é parte da experiência

Entrevista

12-05-2026

# tags: Venues , Eventos , Eventos corporativos

Começou como uma galeria de arte, com fotografias sobre o mundo da música, exposições e alguns eventos mais informais. Hoje, a Casa Marvila assume-se como um espaço para eventos “flexível, capaz de acolher projetos variados”.

Foi a constatação de “que o que atraía as pessoas não era apenas a programação, mas sobretudo a atmosfera do local — algo muito vivo, mas também íntimo e concreto”, que levou Lou Couvreur a orientar o projeto para a área de eventos. Atualmente, a Casa Marvila, localizado no bairro que lhe empresta o nome, acolhe as mais variadas iniciativas, desde celebrações privadas, a eventos corporate, passando por filmagens, anúncios, até sessões fotográficas. “No fundo, não é tanto o tipo de evento que importa, mas a forma como o espaço é utilizado. Os formatos que funcionam melhor são aqueles que procuram criar uma experiência autêntica, com atenção aos detalhes, ao ambiente e uma certa proximidade entre as pessoas”. Em síntese, “a ideia é, na verdade, que cada um possa ocupar o espaço livremente e projetar nele a sua própria visão”.


A Casa Marvila está dividida entre a Galeria Loft, num estilo mais industrial e cru, a Casa Patio, um espaço mais íntimo que abre para o exterior, e a Casa Estúdio, um local mais artístico apenas disponível para produções visuais. “Este contraste permite propor experiências muito diferentes dentro do mesmo local e, sobretudo, jogar com os ambientes de acordo com os momentos de um evento ou as necessidades de um projeto”. Presença permanente no espaço são as obras de arte. “A Casa Marvila continua profundamente marcada pela sua origem artística: as paredes estão repletas de fotografias da cena musical, com artistas como Allan Tannenbaum, Baron Wolman ou Michael Grecco, retratando figuras emblemáticas como Andy Warhol, Jimi Hendrix, Lou Reed, The Rolling Stones, Blondie ou ainda Patti Smith.”



A flexibilidade deste venue tem atraído “marcas, agências, empresas, mas também perfis criativos — na moda, no lifestyle, na comunicação ou na produção. Trabalhamos igualmente com clientes particulares que procuram um local mais singular para os seus eventos”, detalha Lou Couvreur. Em resumo, “atraímos pessoas que não procuram simplesmente um local funcional, mas um espaço com uma identidade genuína, capaz de transmitir uma visão e de criar uma experiência.”

Parceiros de confiança e o cliente internacional no horizonte

A Casa Marvila trabalha com parceiros de catering, bar, produção, equipa técnica e decoração, mobilizando-os em caso de solicitação. No entanto, o cliente também pode trazer os respetivos parceiros. “Podemos acompanhar os nossos clientes de forma muito concreta, ajudando-os a organizar o seu evento ou produção, a encontrar os prestadores de serviços adequados e a gerir todo o projeto em conjunto com eles, se necessário. Ao mesmo tempo, mantemo-nos totalmente abertos: os clientes também podem recorrer aos seus próprios parceiros. A ideia é, na verdade, manter a flexibilidade e adaptar-nos a cada projeto”, explica a responsável do espaço.

Os objetivos do projeto passam por fazer da Casa Marvila “uma referência em Lisboa” e “continuar a atrair projetos que façam sentido aqui”, refere Lou Couvreur. No horizonte está a abertura ao mercado internacional, “acolhendo mais produções, marcas e projetos provenientes do exterior”, termina.



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© Cláudia Coutinho de Sousa Redação