Consultório de protocolo: protocolo em eventos híbridos

Opinião

05-06-2026

# tags: Protocolo , Eventos , Eventos híbridos

As especialistas de protocolo e imagem, Cristina Fernandes e Susana de Salazar Casanova, respondem às perguntas dos leitores.

Pergunta: Num evento híbrido com participantes presenciais e online, como garantir que o Protocolo seja respeitado para ambos os públicos, especialmente em momentos como discursos e apresentações?

Resposta: Os eventos híbridos introduzem uma nova dimensão protocolar, mas não anulam os seus princípios. O desafio consiste em assegurar equidade simbólica entre os distintos públicos.

Sob o ponto de vista do Protocolo, apresentam-se algumas orientações essenciais:

- A presidência do evento deve ser claramente identificada e respeitada tanto no espaço físico como na transmissão digital. A disposição da mesa, púlpito ou enquadramento visual deve refletir a hierarquia protocolar.

- A sequência de intervenções deve ser definida previamente e respeitada escrupulosamente, quer os oradores estejam presentes fisicamente, quer intervenham remotamente.

- Os oradores remotos devem igualmente ser anunciados formalmente, surgir com identificação visível, intervir em condições técnicas que assegurem dignidade e igualdade de tratamento.

- O enquadramento visual (bandeiras, fundos institucionais, logótipos) deve ser pensado para ambos os públicos, evitando que o espaço digital se torne informal ou secundário.

Também em eventos híbridos, o Protocolo deve assentar num guião detalhado, seguir ensaios prévios, garantindo articulação entre responsáveis de Protocolo, equipa técnica, comunicação, segurança, entre outras. É também importante que os participantes remotos sejam previamente informados de todos os procedimentos que devem seguir, eliminando qualquer possibilidade de imprevistos e surpresas.

Em suma, o formato híbrido exige maior rigor, não menor. Respeitar o Protocolo transmite segurança, profissionalismo e autoridade, valores que são essenciais, independentemente do contexto.

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© Cristina Fernandes e Susana Casanova Opinião