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Viana do Castelo: Alma e coração

‘Havemos de ir a Viana’ – cantava Amália Rodrigues o poema de Pedro Homem de Melo. As palavras do poeta podem aplicar‑se ao turismo de lazer e de negócios, já que na cidade minhota a estratégia para a captação de investimento, de empresas e de turistas esta tão alinhada como a filigrana que forma o Coração de Viana.

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O coração, um símbolo da cidade, e levado orgulhosamente ao peito pelas mulheres trajadas a rigor. As tradições populares, como a Romaria da Senhora da Agonia, em agosto, são alguns dos motivos que levam milhares de pessoas a Viana do Castelo, estendida aos pés do Monte de Santa Luzia, que no seu alto, além das vistas privilegiadas, exibe o templo do Sagrado Coração de Jesus. Esta é uma das principais atrações da cidade. Mas as ruelas bem conservadas do Centro Histórico, os seus monumentos e espaços museológicos, o Castelo de Santiago da Barra, as praias atlânticas e fluviais, tudo isto aliado à oferta cultural e desportiva, são também motivos de visita. “Viana do Castelo é uma cidade cada vez mais cosmopolita e que acolhe turistas ao longo de todo o ano. Para nós, este crescimento só pode ser motivo de regozijo”, referiu José Maria Costa, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, acrescentando: “A verdade é que o concelho tem sabido aproveitar as oportunidades de crescimento que têm surgido. O município investiu forte na reabilitação urbana, nos incentivos ao acolhimento empresarial, na dinamização de eventos desportivos nacionais e internacionais, bem como na promoção de atividades culturais para todos os gostos e idades. Assim sendo, foi com satisfação, mas alguma naturalidade, que assistimos ao crescimento turístico do concelho, em concordância com o crescimento do turismo na região norte.” Em cinco anos, Viana do Castelo registou um aumento de 79,93% nas dormidas na hotelaria, alojamento local, turismo rural e de habitação: em 2017, a cidade aumentou para 223.866 as dormidas, face às 124.412 registadas em 2013. “Esta subida é ainda mais significativa face à variação, no mesmo período de cinco anos, que foi de 45,60% a nível nacional, face aos 70,74% registados na região norte.” E estes números colocaram o concelho como o sexto com maior numero de dormidas, hospedes e proveitos, entre 86 municípios nortenhos, avançou o autarca.

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Captar negócios e turismo

No antigo pavilhão da Associação Industrial do Minho, que foi recentemente adquirido pelo município, vai nascer um centro de congressos e exposições, cujas obras estão previstas arrancar no início de 2020. O novo venue vai contar com uma sala de congressos e eventos, um auditório, uma sala de exposições e salas para workshops e sessões temáticas. A cidade já possui “infraestruturas de excelência, pavilhões e estádios de elevada qualidade”, mas tendo em conta as muitas solicitações para eventos nacionais e internacionais, “o novo centro de congressos faz todo o sentido e vem dar resposta ao número de pedidos crescente”.

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O número de eventos e congressos em Viana do Castelo tem aumentado a olhos vistos. Exemplo disso são os eventos desportivos: só em 2018, o concelho acolheu 20 eventos regionais, 13 nacionais e 29 internacionais. Mas as propostas empresariais e culturais são também uma realidade. Este ano, Viana do Castelo recebeu vários eventos de grande dimensão, como o Euro’Meet 2019 e a Semana Europeia do Desporto, e estão previstos outros para breve, como uma exposição de Filatelia e o congresso da Associação de Hotelaria de Portugal, em outubro e novembro, respetivamente. Viana do Castelo tem captado investimentos de novas indústrias, que podem de alguma forma contribuir para o turismo de lazer e de negócios. Mais empresas, mais negócios, mais pessoas. E para conquistar novas empresas, “a região apresenta como fatores decisivos a qualidade de vida existente no Alto Minho, os parques empresariais com infraestruturas de excelência, os bons serviços públicos existentes por parte das autarquias e a qualidade dos recursos humanos”, bem como um Regime de Incentivos para fomentar o acolhimento empresarial apresentado pela autarquia. “Este ano tem sido verdadeiramente marcante para o desenvolvimento de Viana do Castelo. Não só assistimos a eletrificação da Linha do Minho, como iniciámos a construção dos novos acessos rodoviários e marítimos ao Porto de Mar, uma obra ansiada há 40 anos”, adiantou José Maria Costa, que lembrou que todo o desenvolvimento da cidade e do concelho traz “mais empresas, mais investimento, mas gera também um aumento do número de turistas, já que a cidade tem mais vida, mais eventos e mais economia a circular”. Além disso, a cidade tem sido apresentada pela câmara municipal em feiras de turismo nacionais e internacionais e está em curso um plano de internacionalização da marca turística Viana do Castelo. Há também uma aposta no património e nas tradições para a captação de turistas.

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Novas unidades hoteleiras a caminho

Viana do Castelo tem vindo a atrair mais organizaçõees, empresas e associações para lá realizarem os seus congressos e eventos. “Tudo isto se deve ao facto de sermos uma cidade atrativa no que diz respeito a segurança, com paisagens naturais de tirar o fôlego, com uma oferta cultural para todas as idades e gostos, garantindo ainda a existência de infraestruturas de elevada qualidade para acolhimento e promoção de eventos culturais, associativos, empresariais e desportivos.”

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Mas para dar resposta à crescente procura e tornar a cidade mais competitiva, Viana do Castelo necessita de uma maior oferta hoteleira. José Maria Costa contou que vão nascer, nos próximos anos, três novas unidades: o grupo Melia Hotels International vai investir na construção de um hotel de quatro estrelas, com cerca de 200 quartos e um centro de congressos, que vai entrar em funcionamento no último semestre de 2021; vai entrar um projeto para licenciamento de um hotel com 90 quartos, num investimento de cinco milhões de euros; e está em curso o processo de licenciamento da reabilitação de um imóvel no centro da cidade para a instalação de uma unidade hoteleira, com 25 quartos. A verdade e que estes três hotéis representam um investimento global na ordem dos 14 milhões de euros e deverão estar prontos até junho de 2021, o que será uma enorme mais‑valia para a cidade e para todo o concelho”, frisou o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo. No sentido de incentivar a promoção de mais turismo, a autarquia tem feito um forte investimento na reabilitação urbana – cerca de 60 milhões de euros, desde 2014. E entre 2017 e 2020, ao abrigo do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano do Portugal 2020, vão ser investidos 18,7 milhões de euros. “O turismo e o crescimento da economia local são um dos grandes motores para a vida no nosso centro histórico, cuja habitação começa agora a ser de qualidade, graças à requalificação dos espaços públicos e reabilitação dos nossos edifícios.” José Maria Costa lembrou também o investimento privado, que “nos últimos quatro anos atingiu quase 40 milhões de euros em regeneração”. De referir ainda que, entre 2014 e 2017, foram abertos 1.900 processos de obra para reabilitação. “Estas intervenções de reabilitação urbana terão um efeito multiplicador no investimento privado na área da reabilitação do edificado para arrendamento e área turística.”‘Havemos de ir a Viana’? Havemos, pois.

 

Maria João Leite
Fotos cedidas pela Câmara Municipal de Viana do Castelo

Tags: Viana do Castelo, Eventos, Destinos

10-12-2019