José Maria da Fonseca: onde o património “não é apenas cenário, é conteúdo”
11-09-2026
# tags: Enoturismo , Venues , Eventos
O negócio de família tem quase dois séculos de história. A José Maria da Fonseca combina a paixão pela arte de fazer vinho com autenticidade e versatilidade de espaços para eventos.
A José Maria da Fonseca, fundada em 1834, conta com dois polos que se complementam: a Casa-Museu José Maria da Fonseca, em Azeitão, e a Adega José de Sousa, no Alentejo – espaços abertos ao enoturismo e aos eventos, que são hoje “pilares estratégicos” da empresa.
“Mais do que áreas complementares, são ferramentas fundamentais de construção e extensão de marca, relacionamento e diferenciação. Permitem-nos criar experiências memoráveis, aprofundar a ligação emocional com clientes e parceiros e dar vida à história da empresa de uma forma muito concreta e sensorial”, explica Sofia Soares Franco, responsável pela Comunicação Institucional, Enoturismo e Eventos da José Maria da Fonseca, e membro da sétima geração da família.
Sofia Soares Franco
Nos últimos cinco anos, a empresa registou um crescimento de cerca de 40% em faturação – um crescimento que resulta, em parte, da estratégia estruturada que a José Maria da Fonseca delineou para o enoturismo e para os eventos nos últimos anos.
“Embora a valorização das marcas, a qualidade do produto e a expansão internacional tenham sido determinantes, o enoturismo assumiu um papel cada vez mais estratégico na criação de valor e na construção de relações de longo prazo”, refere Sofia Soares Franco, que sublinha que a empresa foi “pioneira nesta área em Portugal”, ao receber visitantes na adega desde os anos 60. “Esse espírito de abertura e hospitalidade faz parte do nosso ADN.”
Nos últimos anos, a empresa profissionalizou a oferta, criou experiências diferenciadoras, investiu nos espaços e nas equipas, e integrou os eventos na sua estratégia global. “O enoturismo deixou de ser apenas uma montra do nosso trabalho para se tornar numa plataforma estratégica de posicionamento, reputação e geração de valor, com impacto direto na notoriedade das nossas marcas e na relação com os nossos consumidores e parceiros. Esta estratégia permitiu-nos também capitalizar o nosso património, a nossa história e a ligação emocional à marca, sem perder a autenticidade”, acrescenta a responsável.
… onde “história, vinho e experiência caminham lado a lado”
A José Maria da Fonseca conta com vários espaços, com características distintas, como adegas centenárias, áreas exteriores e jardins, aos quais se vai juntar o ‘Jardim de Inverno’, ainda em construção, que terá 500 metros quadrados.
“Recebemos desde eventos particulares, como casamentos ou batizados, a eventos corporativos, como reuniões, lançamentos de produto, jantares vínicos, experiências de team building, tanto para clientes nacionais como estrangeiros”, conta Sofia Soares Franco, que frisa ainda a oferta de um serviço integrado, com acompanhamento personalizado, a que tentam aliar uma experiência mais imersiva: visitas guiadas às adegas, provas de vinho, provas comentadas, workshops, experiências gastronómicas, refeições harmonizadas com os vinhos da empresa, entre outras. “Queremos oferecer experiências culturais imersivas ligadas ao vinho e à história da nossa casa e da nossa família. Cada evento é desenhado à medida, respeitando o espaço e os objetivos do cliente”, afirma.
As experiências vão, assim, “muito além do evento tradicional, porque queremos que o cliente saia daqui com uma experiência 360”. “Não somos um mero espaço de eventos: oferecemos história, riqueza cultural e vinhos e gastronomia de excelência”, sublinha.
O novo ‘Jardim de Inverno’ está a ser criado na Casa-Museu José Maria da Fonseca e “nasce da vontade de criar um espaço versátil, elegante e funcional, que permita acolher eventos corporativos ou particulares durante todo o ano, sem perder a ligação ao jardim, às nossas adegas e ao ambiente histórico da nossa Casa-Museu”.
O novo espaço foi desenhado para acolher eventos corporativos, eventos institucionais e experiências exclusivas. “É um espaço pensado para quem procura sofisticação, versatilidade e contexto histórico, a apenas 40 minutos de Lisboa.” Segundo Sofia Soares Franco, o investimento surge “para responder à procura crescente e elevar ainda mais a qualidade da experiência”.
Este novo espaço “é, claramente, mais do que uma expansão de capacidade. Representa um reforço do posicionamento da José Maria da Fonseca enquanto referência em enoturismo e eventos de excelência, onde a história, o vinho e a experiência caminham lado a lado”, explica a responsável.
…e onde “tudo é genuíno”
Sofia Soares Franco entende que o património histórico e a identidade dos espaços da José Maria da Fonseca não só são diferenciadores relativamente a outros venues, como influenciam a decisão dos clientes. “O nosso património não é apenas cenário, é conteúdo. Os nossos espaços contam histórias reais, de uma empresa familiar com quase dois séculos de existência. Essa autenticidade, aliada à continuidade geracional e à ligação ao território, diferencia-nos num mercado onde muitos espaços são recentes ou criados de raiz. Aqui, tudo é genuíno”, defende.
Sobre as tendências na procura por eventos corporativos em espaços vínicos e patrimoniais, a José Maria da Fonseca tem observado “uma procura crescente por experiências autênticas, exclusivas e com significado”. “As empresas valorizam cada vez mais espaços que ofereçam identidade, história e uma forte ligação ao território, privilegiando eventos mais personalizados, sustentáveis e com componente experiencial forte”, comenta.
No final de um evento num espaço da José Maria da Fonseca, Sofia Soares Franco e toda a equipa gostariam que todos os visitantes saíssem “com a sensação de ter vivido algo único e autêntico, não apenas um evento, mas uma experiência com alma”. Que cada visitante “leve consigo a memória dos espaços, dos vinhos, das histórias e, acima de tudo, da ligação emocional a uma casa que continua a fazer história”, conclui.
© Maria João Leite Redação
Jornalista

