Reportagens

Marés Vivas muda de novo de casa em 2020

O sucesso da edição deste ano do Meo Marés Vivas não é beliscada com a incerteza quanto a um novo espaço para 2020.

A organização já garantiu que o festival regressa no terceiro fim-de-semana de julho e na mesma cidade. Depois de ter mudado em 2018 para a Antiga Seca do Bacalhau, em Vila Nova de Gaia, a 500 metros da anterior localização, a organização revelou que este não é ainda o local definitivo. Os atuais terrenos pertencem a privados e estão previstas obras para construir vários edifícios naquela zona.


 
Segundo a PEV Entertainment, esta foi a melhor edição de sempre do festival. Estiveram presentes cerca de 35 mil pessoas por dia. E foi a única edição em que “os bilhetes esgotaram nos três dias de festival, com quase uma semana de antecedência”.
 
As marcas ao sabor da maré
 
As ativações das marcas presentes no recinto do festival não se desviaram muito da habitual distribuição de brindes e da moda das “make-ups”. Aquela que mais captava a atenção dos festivaleiros foi a da TAP, com um passatempo destinado a todos aqueles que visitassem o stand e participassem no Virtual Air Challenge, um desafio de realidade virtual. Os vencedores podiam ganhar uma viagem de ida e volta para duas pessoas, em classe económica, para um dos novos destinos operados pela TAP em 2019, a saber: Basileia, Dublin, Telavive, Tenerife e Nápoles. De realçar também a presença da Santa Casa que, além de dar nome ao palco secundário, ficou responsável pelas plataformas de mobilidade para pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada, possibilitando-lhes a participação no evento, acompanhadas por uma equipa de voluntários da instituição.
 
Behind the scenes
 
Um festival é um conceito, uma estrutura, uma organização. Sobre o palco principal corre sempre muita tinta. Bandas nacionais e internacionais de primeira linha são escrutinadas, mas nesta edição do Meo Marés Vivas estivemos mais atentos ao palco “pequeno” – o Bloco Moche. Falámos com Mariana Faria, da Zona 6, responsável pela programação artística e pela produção do mesmo. Com uma programação muito específica, a dificuldade passa “por perceber aquilo que o público-alvo gosta. Temos um target muito bem definido – jovens entre os 15 e os 25 anos com gosto pelas sonoridades urbanas –, e precisamos de ter uma diversidade de bandas que vá de encontro àquilo que eles procuram neste momento, temos de fazer a escolha acertada para isto funcionar”. O Bloco Moche é assim um palco integrado num evento mais alargado, com públicos muito distintos. Mariana Faria elogia a forma como a PEV atua e a liberdade que lhe dá na composição de todo o programa. “É o palco da juventude num festival para famílias inteiras, existe o palco principal, direcionado para um público um pouco mais velho, e este para o mais jovem”.

 
Recinto
 
A mudança de local mostrou ser uma mais-valia. Este ano existiram algumas transformações na planta do recinto, e a localização dos palcos foi alterada, nomeadamente o principal. Segundo a organização, esta mudança deveu-se a vários motivos: questões acústicas, aumentar a capacidade do recinto e torná-lo “mais respirável”. Contudo, existem ainda alguns pontos a melhorar, por exemplo nas pedras soltas, que muito facilmente podem ser arremessadas, e no acesso ao recinto que, já sendo difícil, foi por vezes complicado pela falta de informação das forças de segurança,  que não sabiam explicar aos festivaleiros como chegar aos parques de estacionamento. Por outro lado, e apesar de algumas mesas mais serem sempre bem-vindas, sobretudo nas horas de maior procura, a praça de alimentação teve nota bastante positiva.
 
O Marés Vivas está de volta em 2020 com o selo da Meo. O presidente da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, principal patrocinador do evento, garantiu que a marca continuará a apoiar a música e o entretenimento em Portugal.

Tags: Eventos, Marés Vivas, Música, Marcas

23-07-2019