Reportagens

Jornadas de Protocolo: Renovação de público e interatividade

As XIV Jornadas de Protocolo da AporEP – Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo realizam-se a 20 de Novembro, na Fundação Oriente.

Este ano a grande novidade foi o formato do evento: duas conferências e quatro masterclasses cobrindo vários temas. As sessões ficaram marcadas pela interatividade entre público e oradores. A Event Point foi uma vez mais media partner do evento, e no final esteve à conversa com Isabel Amaral, presidente da associação.

Qual é o balanço da edição deste ano das Jornadas de Protocolo?

Acho que este ano superaram todas as expectativas. Ao nível do público presente, conseguimos ter a nata do protocolo português, com pessoas das mais altas instâncias, desde o Parlamento, Presidência do Conselho de Ministros, as Autarquias, Estados-Maior da Armada, Força Aérea, PSP, GNR, as Universidades, portanto chegamos ao público a que nós desde o princípio queríamos chegar. Em termos de conteúdo, fizemos um programa em que além das duas conferências magistrais, que foram, como sempre, fantásticas, tivemos quatro masterclasses, com grande participação do público.

O que esteve na base desta opção pelas masterclasses e pelos temas escolhidos? Deixaram um grande espaço para a interatividade…

Foi uma decisão baseada num inquérito que fizemos o ano passado, em que perguntámos às pessoas o que elas queriam destas jornadas, quais eram os temas que queriam ver abordados. As pessoas sugeriram isso: que houvesse mais interatividade, casos mais práticos. Analisamos esses questionários e chegamos à conclusão que este era o modelo. E os temas são questões que interessam às pessoas e acima de tudo interessa-lhes esta proximidade que se conseguiu criar. Também acho que a escolha deste auditório propiciou esse resultado. Conseguiu-se uma grande proximidade, as pessoas estavam todas em pé de igualdade, muito mais facilmente colocaram questões, e chegaram-se a conclusões em conjunto. Por mim, continuamos com este modelo para o próximo ano, com outros temas. Este ano também usamos pela primeira vez a plataforma Izigo Conference, que permitiu através do telemóvel colocar questões, e permite dar sugestões sobre o que querem ver abordado nos próximos anos.


eventpoint

Referiu que este ano tiveram a nata do protocolo. Isso é fruto do trabalho da associação?

Acho que é um trabalho que esta equipa renovada fez. É uma equipa muito pequena, mas apostou muito na divulgação através das redes sociais. E depois as pessoas partilham o evento umas com as outras. Recebi imensas mensagens de pessoas a lamentar não se terem inscrito porque as inscrições já tinham fechado. As pessoas sabem que é sempre um produto novo, não vêm ouvir a mesma coisa. Temos aqui pessoas que vêm desde a primeira edição.

Mas também há muita renovação de participantes…

Este ano houve uma renovação. Os mais jovens vieram. O que mostra uma grande vitalidade. É uma área que se renova, e sobretudo moderniza-se.

No próximo ano chegam ao número simbólico. O que está a ser pensado para a 15ª edição?

Para o ano já temos a oferta de um auditório. A ideia era fazer uma celebração dos 15 anos melhor ainda do que a dos 10 anos, em que fizemos um filme e várias outras atividades. Mas as jornadas vão ter de ser as melhores de sempre. E vão ser em novembro, de certeza. Já é tradição.

Cláudia Coutinho de Sousa

Fotos: Marco Espirito Santo

Tags: Jornadas de Protocolo, APOREP, Fundação Oriente

22-11-2019