Reportagens

Enoturismo de mãos dadas com as exportações de vinho

O ministro Pedro Siza Vieira aponta correlação entre países para onde se exporta vinho e o aumento de turistas desses mercados a visitarem Portugal.

Nos últimos quatro anos foram disponibilizados 40 milhões de euros de incentivos públicos a 60 projetos de enoturismo no nosso país. O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, empreendeu, a 18 e 19 de novembro, um roteiro no Douro para avaliar os resultados dessa aposta, e que passou pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Quinta da Pacheca, Museu do Douro e Quinta do Bomfim. “Neste momento quero avaliar os resultados do esforço que temos feito nos últimos três anos, desde que aprovamos a nossa estratégia para o enoturismo, relativamente à transformação que tem tido nos destinos turísticos. Quando em 2019 desenvolvemos a estratégia para o enoturismo quisemos ajudar a desenvolver um produto que está a ter cada vez mais procura por parte dos visitantes e afirmar Portugal como um destino de relevo no enoturismo”, referiu o ministro. O investimento foi feito na promoção do destino, na qualificação da oferta e em formação. “Isto tem tido resultados, é verdade que tivemos a Covid, mas agora que estamos num contexto de normalização, verificamos que de facto os turistas estão a voltar e estão a voltar em força para este tipo de experiência, que além de nos ajudar a captar maior receita turística, ajuda também a projetar internacionalmente os nossos vinhos, as nossas exportações e a melhorar a imagem externa de Portugal”, sublinhou o governante.

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O enoturismo é uma tendência do turismo mundial e Pedro Siza Vieira aponta a importância desta tipologia de turismo e também a correlação entre as exportações de vinho e o aumento de turistas desses mercados. “Os viajantes que viajam com a preocupação de conhecer os vinhos, normalmente têm estadias mais longas nos destinos turísticos e têm uma despesa maior. Hoje somos já um destino de enoturismo muito procurado, cerca de 2,5 milhões de turistas que nos visitaram em 2019 tinham como motivação principal ou secundária o vinho, e também percebemos uma outra coisa, é que os sítios para onde exportamos mais vinho são sítios também onde começamos a ter cada vez mais turistas a visitar-nos”. E por isso a estratégia passa por “continuar a reforçar a aposta no enoturismo”.

O ministro da Economia aproveitou para realçar os resultados turísticos dos últimos meses na região do Douro. “Setembro, outubro, novembro, estão a ser meses extraordinários para o turismo em praticamente todo o país, incluindo aqui na região do Douro, onde as taxas de ocupação durante o mês de outubro foram as mais altas de sempre”. O enoturismo tem contribuído para este bom resultado, mas há desafios na calha, nomeadamente o impacto das alterações climáticas sobre a atividade vitivinícola e as mudanças demográficas no país.


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Outro desafio é o clima de incerteza face à evolução da pandemia. Comentando potenciais novas restrições, Pedro Siza Vieira diz que: “não tenho conhecimento de nenhuma recomendação por parte dos peritos no sentido que em Portugal se justifique restrições muito severas às atividades económicas, ou o regresso a medidas como o encerramento dessas atividades”.

 

Cláudia Coutinho de Sousa*
*Viajou a convite do Ministério da Economia

 

Tags: Enoturismo, Turismo, Vinho

22-11-2021