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Os principais desafios dos viajantes de negócios ‘on the road’

O tempo passado em trânsito é o maior desafio dos viajantes de negócios, de acordo com um relatório da GBTA Foundation – Global Business Travel Association, intitulado “Improving the Traveller Experience”. Mas a lista engloba ainda as escalas entre destinos, a mudança de uma reserva a meio da viagem, o ambiente de trabalho enquanto viaja e a preparação de relatórios de despesas.

O estudo, conduzido em parceria com a Sabre Corporation e separado em quatro regiões, identifica os principais desafios e dificuldades das experiências de viagem de quem o faz em trabalho. Ao mesmo tempo, procura compreender o que as organizações fazem para melhorar essa experiência. Relativamente à Europa, o grande ponto em comum, dos aspectos negativos, é o tempo dispensado – e é por isso que os viajantes de negócios preferem rentabilizar esse tempo, trabalhando ‘on the road’.

“Não é segredo que as viagens de negócios conduzem ao crescimento dos próprios negócios e às interações pessoas que ajudam a que o trabalho seja feito”, frisa Michael W. McCormick, director executivo e COO da GBTA, em comunicado. “Em última análise, aqueles que viajam querem aproveitar todo o tempo possível, ser produtivos e ter uma experiência agradável enquanto conquistam os seus objectivos de negócios. Uma melhor compreensão dos desafios que enfrentam pode ajudar as organizações a servir melhor os seus viajantes”, acrescenta.

Na Europa, a experiência da viagem pode ter um impacto considerável na satisfação do funcionário relativamente ao seu trabalho, de forma geral. A grande maioria (83%) dos viajantes de negócios confirma este facto, especialmente os millenials (88%) e em países como Espanha e Alemanha (50% e 47%, respectivamente). Além disso, 83% dos viajantes diz que a qualidade da sua experiência de viagem influencia de alguma forma os resultados dos negócios.

A saber ainda que uma viagem de negócios pode não só influenciar o que os empregados sentem em relação à empresa para a qual trabalham, como também pode influenciar na decisão de aceitar ou não determinado emprego. Metade dos inquiridos (50%) indica que o programa de viagens da empresa é um facto importante quando consideram um potencial novo trabalho.

Quando questionados sobre vantagens e facilidades podem ter impacto na sua experiência, os viajantes de negócios indicam o conforto e a conveniência dos hotéis onde ficam instalados. Seguem-se os voos directos, a flexibilidade de reserva e as folgas remuneradas. Sobre as compras opcionais que os viajantes de negócios fazem, à sua conta, para melhorar a sua experiência encontram-se o wifi no avião ou comboio, a internet de alta velocidade no hotel, o upgrade de lugares e cartões internacionais de comunicação. Tudo porque consideram que isso os vai tornar mais produtivos enquanto estão em trânsito ou longe do seu escritório.

A GBTA reuniu os dados para este relatório através de um inquérito online com viajantes de negócios e em profundas entrevistas com travel buyers, empresas de gestão de viagens e com pessoal de recursos humanos em quatro regiões diferentes: Ásia-Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte. Os dados foram recolhidos no inquérito entre 28 de Março e 8 de Abril e nas entrevistas entre 8 de Maio e 2 de Junho deste ano.

Tags: Estudo, Viagens de Negócios, GBTA

29-11-2017