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Público pronto para voltar aos eventos ao vivo, segundo pesquisa da Festicket

A Festicket realizou um inquérito com mais de 110 mil pessoas, de vários países da Europa, para apurar se o público está pronto para voltar aos eventos ao vivo depois do desconfinamento. A pesquisa ‘How festival-goers feel about returning to live events’ demonstrou que 82% dos inquiridos estão dispostos a ir a um festival no prazo de seis meses após o desconfinamento.

Incluídos nesse grupo, 35% dos inquiridos responderam que iriam a um evento ao vivo dentro de um período de dois a três meses, 31% estariam dispostos a fazê-lo logo após o início da medida, enquanto 16% regressariam dentro de um período de quatro a cinco meses. Os restantes inquiridos não se mostraram tão confiantes: 11% estariam dispostom a regressar depois de estar disponível uma vacina, 6% dentro de um período de sete a 12 meses e 1% dentro de um ano.

Relativamente ao tipo de evento a assistir, 83% referiram os eventos de um dia, 68% afirmaram estar dispostos a ir a um festival de fim-de-semana, 53% a uma festa, 45% a um concerto ‘indoor’, 43% a um ‘night club’, enquanto 7% descartaram qualquer uma das opções. De referir ainda que 60% dos inquiridos disseram estar confiantes para assistir a eventos de música, nacionais e internacionais, no próximo ano.
A maioria dos inquiridos considera que a temporada de eventos em 2021 não vai ser afetada, pelo que mais de 75% afirmaram estar dispostos a fazer reservas para o próximo ano, nos próximos dois meses. E a confiança estende-se aos gastos, já que 24% disseram estar dispostos a gastar mais de 500 euros nas suas próximas viagens a festivais e 34% entre 250 e 500 euros, enquanto 35% responderam entre 100 e 250 euros. Houve ainda quem respondesse menos de 100 euros e nada.

Contudo, os inquiridos consideram importante que os eventos se adaptem às circunstâncias em que vivemos e que sejam implementadas várias medidas adicionais. Entre elas, medidas de limpeza e desinfeção, espaços ao ar livre com redução da capacidade de pessoas, de forma a permitir o distanciamento social, e o cancelamento gratuito de bilhetes.
Ainda assim, as medidas de saúde e segurança estão no terceiro lugar dos fatores que mais pesam na reserva de um festival. O primeiro é o ‘lineup’ e o segundo o cancelamento gratuito. Pesam também o preço dos bilhetes e a opção de revenda das entradas.

Com a pandemia, muitos dos eventos passaram a ser assistidos online e 60% dos inquiridos confirmou ter assistido a uma transmissão ao vivo durante o confinamento. Além disso, 58% afirmaram estar dispostos a pagar para assistir a uma transmissão ao vivo, comprando um bilhete ou fazendo um donativo.

“Apesar de toda a incerteza atual, é reconfortante observar que o número de fãs com uma visão otimista sobre a indústria de eventos é elevado, tendo 75% destes afirmado que estariam dispostos a reservar eventos para o ano de 2021”, refere Luís Sousa, diretor de Marketing da Festicket, em nota de imprensa. E acrescentou: “Não é de surpreender que estejamos a entrar no início de uma ‘nova normalidade’ no que diz respeito a eventos, nos quais os fãs – pelo menos a curto prazo – esperam que os promotores e os recintos adaptem a sua oferta para minimizar as ansiedades do público. Tal é já observado em alguns recintos, que começam agora a reabrir as suas portas, tendo implementado medidas, tais como a limitação da capacidade de pessoas admitidas e o serviço de mesa obrigatório, que fazem parte das condições de reabertura.”

Tags: Eventos, Festivais, Estudos, Covid-19

08-06-2020