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Congresso da APAVT: Sector MICE com vitalidade

Na cerimónia de abertura do 44º Congresso da APAVT - Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, que decorre entre hoje e sexta-feira, nos Açores, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, falou em "vitalidade na indústria MICE".

Esse é o resultado do "esforço que tem sido feito para atrair congressos e eventos". Com o programa M&I Portugal, foram assegurados 316 novos congressos e eventos corporativos. Ana Mendes Godinho lembrou as diferentes iniciativas que têm surgido para mostrar a oferta portuguesa, no sentido de captar mais visitantes.

"Portugal tem dado passos de gigante", que têm mostrado a "capacidade de afirmação" do país, afirmou também. Desde 2015, o país registou mais de 6,5 milhões de passageiros nos aeroportos e o turismo criou mais de 100 mil novos postos de trabalho. Só este ano, houve um aumento de 11,4% da receita turística.

Depois de salientar as experiências que os visitantes podem viver nos Açores, a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores, Marta Guerreiro, sublinhou também a atractividade da região e o empenho do Governo Regional na aposta na captação de eventos, "a vários níveis, nomeadamente de cariz cultural e desportivo, corporate, meetings industry ou acções de team building". Assim se tem vindo a posicionar no Turismo de Negócios.

A captação de fluxos turísticos tem-se estendido ao longo do ano, resultado de um crescimento sustentado, acompanhando as exigências do mercado.

Por seu lado, no discurso de abertura do congresso, Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, referiu que este foi "um ano exigente, mas gratificante" para a associação. Pedro Costa Ferreira alertou que "Portugal, enquanto destino turístico, vive efetivamente uma atmosfera de fim de ciclo", derivado ao facto de "um conjunto de forças motrizes, tão fundamentais na construção do anterior ciclo de crescimento", estarem hoje "a perder gás", aliado a "alguns erros de gestão e algumas decisões políticas".

O presidente da APAVT falou ainda que, no MI, "continuamos teimosamente a comparar mal com vários países europeus", pois continuamos "23% mais caros". "Enquanto sector, cujo enquadramento em sede de IVA parece inamovível, digamos que nos sentimos ao nível das touradas", afirmou.

 

Maria João Leite

A jornalista viajou aos Açores a convite da APAVT

Tags: APAVT, Congresso

22-11-2018