Entrevistas

Big Idea: grandes ideias e serviços num só espaço

Entrevista a Paulo Magalhães, CEO da PMP Eventos, a propósito do hub criativo Big Idea.

A ideia do hub criativo é reunir no mesmo espaço vários empreendedores e negócios relacionados com a indústria criativa e tecnológica e que, em parceria, possam levar elementos diferenciadores ao setor dos eventos. Criado pela mão de Paulo Magalhães, CEO da PMP Eventos, o Big Idea tem como lema: ‘Por mais que se crie, está sempre tudo por criar’.

Neste centro multidisciplinar, a ideia é concentrar recursos para que “o produto final seja entregue ao cliente com a mais alta perfeição”, frisa Paulo Magalhães, que respondeu a algumas questões da Event Point.

 

Como surgiu a ideia de criar um hub criativo?

A ideia de criar o Big Idea surgiu da necessidade e de um grande desejo meu. Sendo a PMP uma empresa de eventos, recorremos frequentemente ao outsourcing para nos apoiar na execução dos nossos serviços. A pergunta foi: por que não reunir no mesmo espaço várias micro e pequenas empresas às quais possamos recorrer e simultaneamente ajudá-las a crescer? Criando assim uma rede de mentes criativas com maior capacidade de resposta para desenvolver grandes ideias (big ideas) claro!

 

Que tipo de serviços diferenciadores esperam reunir no Big Idea?

Estamos a reunir no Big Idea serviços ligados à indústria criativa e tecnológica que se complementem e que, em conjunto, consigam crescer mais e melhor. Temos connosco, por exemplo, a primeira empresa em Portugal com capacidade de pilotar sete drones em simultâneo. Um serviço que nos vai permitir transportar produtos/adereços associados às marcas, criando assim um fator diferenciador para os eventos dos nossos clientes. Também estamos a apostar numa parceria internacional na área dos hologramas móveis. Acreditamos que a comunicação das marcas e dos produtos nunca mais será a mesma. A estas empresas junta-se o nosso leque de serviços internos que já temos ao dispor dos nossos habitantes e do público em geral, tais como: estúdio de produção de fotografia; estúdio produção chroma key, com capacidade de suspensão de materiais e pessoas, até duas toneladas, e com espaço para materiais de grande volumetria; produção de eventos internos; e uma escola de novo circo que trabalha em open space, o Circus Loft. Para além disto, o Big Idea é uma comunidade e, como tal, queremos desenvolver projetos internos e inserir a comunidade local para a freguesia onde se insere (Parque das Nações).

 

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Que serviços já existem no hub criativo e de que forma podem ser uma mais-valia para o setor dos eventos?

Neste momento, já contamos com a presença da Scorpion, uma empresa inovadora e jovem na área do IT, que fornece serviços de consultoria de soluções especializadas em New Businessm, e da Kilt Talent Agency, que representa a nova era do humor em Portugal e que tem como objetivo elevar os espetáculos e o humor a outro nível, mais atual, fresco, jovem e destemido. Temos também a The Management [The M], uma empresa de multi-agenciamento que utiliza métodos de caça talentos americanos em eventos sociais/culturais. A The M recruta talentos e acompanha as suas carreiras, com uma abordagem diferenciadora e resultados à medida. Contamos também com a presença de um jovem empreendedor especializado em fotografia fora da caixa, que encontra no Big Idea o apoio e as infraestruturas necessárias para o desenvolvimento do seu trabalho. A Bigmake, uma empresa com capacidade de criar qualquer adereço, acessório ou estrutura, em pequena e grande escala recorrendo a materiais sustentáveis. Tudo começa com o seu primeiro traço, depois é só dar largas à imaginação. A Charriot, uma dupla de estilistas brasileiros com vários prémios em carteira, quer no Carnaval do Rio, como em outros eventos sociais. Por último, temos também connosco, em formato open space, o Circus Loft, uma escola de circo liderada por um ex-membro do Cirque du Soleil, que luta para que o novo circo ganhe outra dimensão em Portugal. Para além destas empresas, que já estão integradas na comunidade Big Idea, estamos a receber candidaturas de startups, alguns empreendedores e pequenas empresas com ideias inovadoras que poderão ser uma mais-valia para o nosso espaço. O nosso grande objetivo é trabalhar as imperfeições dos eventos com a ajuda das empresas inseridas na comunidade. O Big Idea é um hub multidisciplinar e a entrada das empresas é realizada através de uma seleção e não de forma aleatória. Este fator permite-nos concentrar, num só espaço, meios humanos e recursos que nos permitam ir mais longe, trabalhando as imperfeições para que o produto final seja entregue ao cliente com a mais alta perfeição.

 

Como pode este hub criativo “agitar” a indústria?

Queremos ser uma comunidade com habitantes que em conjunto e de forma unida chegará mais longe. Estamos determinados em criar um espírito de união e de força que certamente irá agitar a indústria. Aqui o cliente pode encontrar várias soluções dentro da indústria criativa e tecnológica para o desenvolvimento do seu negócio/evento. Tudo num só espaço, sob a alçada e acompanhamento de uma empresa que faz 20 anos de existência em 2020, a PMP Eventos – Paulo Magalhães Produções.

 

Considera que o facto de estarem várias soluções reunidas no mesmo espaço permite a captação de mais clientes?

Sim, quando se juntam vários mestres criativos no mesmo ambiente, criando uma energia atómica que roda à volta das melhores soluções permite-nos chegar a mais clientes. No Big Idea já temos um lema: ‘Por mais que se crie, está sempre tudo por criar’. Seguindo esta linha e com ajuda do hub, enquanto PMP Eventos posso vender vários serviços chave na mão, todos produzidos internamente no nosso espaço. O nosso desejo é criar uma comunidade forte que trabalhe entre si e se autopromova enquanto habitantes do Big Idea, uma comunidade em que o cliente pode ter acesso a diversos serviços sem sair do mesmo espaço.

 

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É mais fácil trabalhar com outros serviços assim com esta proximidade?

Sim, tudo facilita, porque tudo é feito é feito à velocidade da luz. Num país onde a criação e a implementação dos eventos está sempre a sofrer alterações, com pedidos que nos levam a mudar a roda com o carro em andamento, este conceito será uma vantagem, na medida em que se torna um acelerador nas respostas e nos desafios que temos para com os clientes. Sendo mais literal, a PMP, sediada no Areeiro, onde funciona o nosso quartel-general, tem ligação com a comunidade do Big Idea através da project manager do hub, o que nos permite ter acesso a respostas rápidas.

 

Este é mais um passo no crescimento da PMP Eventos. Há outros projetos em vista?

Sim. Temos muitos projetos em vista, mas como qualquer semente que se planta é preciso regar, cuidar, deixar amadurecer para que cresçam com raízes fortes e duradouras. O nosso crescimento tem sido feito de uma forma sustentável e humilde, pautado pelo respeito com todas as pessoas que estão ou que já passaram pela nossa organização. Acredito piamente que a criatividade é o combustível dos sonhadores e, neste sentido, quer a PMP Eventos, como o hub criativo Big Idea, estão com o depósito atestado. Adiantando um pouco, um dos nossos projetos, ainda para o último trimestre de 2019, são as palestras que estou a desenvolver. Palestras que contarão com muito ritmo, interatividade, humor, criatividade e emoções fortes. Serão experiências lideradas por mim, onde não me ficarei pelos clichés das frases emocionais, mas irei acrescentar as vivências da minha jornada que está muito longe do fim. Em simultâneo, estamos a fortalecer e a cimentar o conceito Big Idea, pois o objetivo é que esta obra esteja sempre em expansão.

 

Maria João Leite

Tags: Entrevistas, Eventos, Empresas

02-09-2019