Coliseu Box: uma nova sala imersiva no Porto
21-01-2026
# tags: Espetáculos , Eventos , Eventos corporativos
O Coliseu do Porto Ageas passa a contar, a partir de agora, com um novo espaço para espetáculos e eventos de média dimensão.
O Coliseu Box nasce no interior da Sala Principal do Coliseu e apresenta uma capacidade até 400 lugares sentados ou 750 lugares em pé, afirmando-se como um projeto singular no panorama nacional. A estreia acontece já a 26 de janeiro, com o concerto de Alice Phoebe Lou, integrado na parceria com a Son Estrella Galicia.
A nova sala resulta de uma obra realizada durante o verão e permite criar diferentes configurações no interior do Coliseu, acrescentando novos palcos à cidade do Porto, uma resposta a necessidades identificadas tanto pelo setor artístico como pelo setor dos eventos, ao disponibilizar um espaço de média dimensão, tecnicamente avançado e acusticamente preparado para acolher diferentes eventos, de espetáculos a conferências, passando por apresentações e encontros profissionais.
“O Coliseu Box nasce como um desejo. É simultaneamente caixa-forte, imersivo e premium, intimista, com traje clássico ou em tela de projeção, desempoeirado e contemporâneo, com maior diversidade plástica para receber outros públicos”, afirmou Miguel Guedes, presidente do Coliseu do Porto, durante a conferência de imprensa de apresentação do projeto.
Uma sala imersiva e reversível
Instalada na cúpula do Coliseu, a cerca de 30 metros de altura sobre a plateia, a estrutura do Coliseu Box integra oito motores que sustentam uma cortina com 12 metros de altura e uma tela de projeção com 25 metros de comprimento, permitindo criar um ambiente imersivo e uma relação palco-público em 360 graus. Esta solução possibilita que o público seja “transmutado” para o próprio palco, ampliando as possibilidades cénicas e performativas. A estrutura suporta até uma tonelada de equipamento e pode ser rapidamente recolhida, assegurando o caráter totalmente reversível da intervenção.
Um dos principais trunfos do Coliseu Box é permitir a realização de espetáculos intimistas, com lotações mais reduzidas, sem abdicar do uso integral do grande palco do Coliseu.
Para todos os públicos
Em entrevista à Event Point, Miguel Guedes lembrou que 2026 será um ano em cheio para o Coliseu, que já tem o calendário muito preenchido. Sublinhou que a expetativa é que o Coliseu Box seja utilizado de forma transversal, tanto pelo setor dos espetáculos como pelo setor dos eventos: “Gostava sinceramente que esta fosse uma sala de todos. Como é o Coliseu, e respeitando essa tradição democrática e diversidade que o Coliseu tem.” O presidente do Coliseu destacou ainda a importância de criar uma escala intermédia dentro de uma sala de grandes dimensões para que “seja possível trazer aqui, simultaneamente, espetáculos mais alternativos, com públicos menores, mas com enorme qualidade.” Paralelamente, reforçou a abertura do espaço ao setor corporativo e ao turismo: “Conseguimos ter aqui eventos do ponto de vista corporativo, do ponto de vista do setor do turismo, das marcas, das apresentações, das conferências, e o Coliseu ser uma casa de conhecimento, ter aqui conferências, talks.”
Operação aberta e sem exclusividades
Ao nível operacional, o Coliseu Box disponibiliza uma oferta integrada em áreas como segurança, assistentes de sala, limpeza e equipa técnica. No entanto, não existe exclusividade ao nível de fornecedores externos. “Não há nenhum fornecedor exclusivo, não queremos trabalhar com fornecedores exclusivos, com todo o respeito, acho que o mercado é diverso, e nós também, no Coliseu, devemos premiar essa diversidade e a vontade dos promotores.”
Sobre a abordagem ao mercado dos eventos, Miguel Guedes afasta uma estratégia comercial agressiva. “Nós vamos esperar que seja um pólo de atração que funcione por si, nós não nos queremos impor”. Além disso, “não queremos competir com ninguém, nós temos um espaço diferenciado, uma sala de espetáculos diferenciada, e é com essa personalidade e essa singularidade que acho que devemos abordar o mercado.”


