A nostalgia de Vilar de Mouros

Reportagem

29-08-2022

# tags: Festivais , Eventos , EDP Vilar de Mouros

O último dos grandes festivais de verão na região norte do país, EDP Vilar de Mouros, regressou a Caminha nos dias 25, 26 e 27 de Agosto.

Como a grande maioria dos festivais e eventos, o festival não se realizou em 2020 e 2021 devido às restrições impostas para combater a pandemia da covid-19.

Esta paragem parece ter tido algum impacto negativo no programa do evento. Notou-se logo de imediato a ausência do palco secundário que na edição de 2019 apresentava um cartaz bastante diversificado e interessante. Para além disso, o cartaz sofreu algumas alterações na recta final do evento com os cancelamentos dos Limp Bizkit, Hoobastank e Wolfmother, uns por razões de saúde, outros por problemas de logística.

Mas não foi pela diminuição do número de artistas que o recinto não teve uma excelente lotação. O público aderiu em massa, cerca de 60 mil pessoas ao longo dos três dias, para ver artistas como Placebo, Suede, Simple Minds, Iggy Pop, Bauhaus, entre outros. Da programação também se destacam as atuações do DJ Izzy, no palco histórico do EDP Vilar de Mouros (na zona exterior ao recinto) a recriar as famosas festas Rockline Tribe. Realizaram-se todas as madrugadas, de quinta-feira a domingo, após o final dos concertos.

Quem não compareceu ao festival foram as marcas. Nem o stand da EDP, que dá nome ao evento, esteve presente. Por isso, as ativações de marca no recinto foram inexistentes. Mas isso não quer dizer que o espaço não estivesse bastante aprazível e organizado. Uma excelente praça de alimentação (com quantidade e variedade) e uma área bastante ampla e de fácil circulação. A organização continua a demonstrar algum cuidado nas deslocações dos festivaleiros, por isso, providenciou autocarros gratuitos (com o apoio da Ótica Pitosga) entre o centro de Caminha e o recinto do festival. Na zona contígua ao recinto existia uma área de campismo de acesso gratuito a todos aqueles que tinham passe de três dias. Segundo a organização, este ano a preparação e montagem do evento começou mais cedo devido às dificuldades logísticas, no que diz respeito à mão-de-obra e de fornecedores. Esta antecipação também permitiu facilitar a vida aos fornecedores, dando prazos mais alargados de montagens e encomendar materiais com maior antecedência.

Vilar de Mouros foi o primeiro festival de música do país, e ainda hoje tem a fama de ser o “Woodstock” português. Ao longo dos tempos sofreu alguns interregnos, mas está atualmente de pedra e cal no cenário festivaleiro nacional.


A edição de 2023 já está confirmada. Falta apenas definir se é o último ou o penúltimo fim-de-semana de Agosto. Esta decisão está condicionada a dois grandes nomes que a organização já está a negociar para o próximo ano.