Congresso da APECATE: diálogo, compromissos e novas pontes

Entrevista

09-10-2026

# tags: Eventos , Congressos , APECATE

António Marques Vidal, presidente da APECATE, faz um balanço “bastante positivo” do 14.º congresso da associação, que decorreu em Leiria, a 1 e 2 de outubro.

O responsável refere que não só houve uma adesão maior do que a do congresso do ano passado nos Açores, como também, analisado o feedback dos participantes, os temas abordados no evento da APECATE (Associação Portuguesa das Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos) foram do agrados dos presentes.

Além disso, também foi possível introduzir “algumas questões fundamentais junto de quem tem o poder de decidir”. Desta forma, os objetivos iniciais foram atingidos: “discutir problemas efetivos do setor, ouvir o setor e conseguir compromissos políticos na solução de alguns dos problemas”.

António Marques Vidal recorda que ainda existe uma série de problemas a resolver, uns mais estruturais do que outros, que “não têm uma solução única” e que “vão tendo pequenas soluções até se chegar a resolver tudo”, como o caso da questão fiscal. Outras questões como a desigualdade no IVA, a possibilidade de criação de um registo ou outras relacionadas com o ordenamento e a gestão do território, “já houve alturas em que pareceu mais longe, alturas em que pareceu mais perto...”.


Por outro lado, o presidente da APECATE lembra que também houve avanços e que, a propósito das atividades marítimo-turísticas, que afeta indiretamente o setor dos eventos, por exemplo, “conseguimos um compromisso político importante, que é ter uma reunião mensal de trabalho com a Secretaria de Estado das Pescas e do Mar”.

António Marques Vidal destaca ainda a importância de terem criado “relações mais fortes também com a Secretaria Regional da Madeira”. “Temos como zona de atuação Portugal inteiro e a Madeira é um arquipélago onde tínhamos ainda pouco diálogo. E este congresso veio abrir mais uma porta”, sublinha.

Sobre um dos temas de fundo do Congresso da APECATE, relacionado com o risco e a segurança, frisa que foi um tema abordado “na sua essência, no sentido de alertar que os problemas que nós sentimos muito mais tarde começam logo na fase da educação e dos primeiros anos. E tudo isso depois se vem manifestando”.

Leiria ‘inexcedível’ no trabalho com a APECATE


Inicialmente, o 14.º Congresso da APECATE estava marcado para março, mas, perante a situação de calamidade em Leiria, que foi fortemente afetada pela tempestade Kristin, o congresso foi adiado para outubro. Leiria era a “escolha prévia” para acolher o evento e, apesar do adiamento, tudo correu “excelentemente bem”.

“Acho que aquele jantar e cocktail no castelo foram excecionais. E Leiria mostrou que é uma autarquia com capacidade para superar e para conseguir estar em todos os momentos. Foram inexcedíveis no trabalho em conjunto connosco”, afirma António Marques Vidal.


Apesar de estar muita coisa feita depois da tempestade, ainda há muita coisa a fazer no concelho, “mas eles não perdem o norte e trabalham concertadamente” – algo que o presidente da APECATE considera que é de enaltecer. “Foi ótimo, foi uma colaboração muito boa e nada estamos arrependidos de o ter feito.”

António Marques Vidal conta ainda que um dos indicadores de que o trabalho da associação “anda a ser bem feito é que, já antes do congresso, mas também em pleno evento, tivemos três candidaturas: três regiões, três cidades que querem receber o nosso congresso”. E isso significa também que “o setor criativo, o setor dos eventos, da animação turística e dos congressos é um setor que cada vez mais as autarquias reconhecem como um setor a acarinhar”, conclui.

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© Cláudia Coutinho de Sousa Redação