Os impactos da pandemia nos conventions bureaux da Europa

19-07-2021

O estudo de Rob Davidson, da MICE Knowledge, mostra que três em quatro convention bureaux estão otimistas com o futuro.

Um inquérito a 134 convention bureaux (CB), de 33 países europeus, revela o estado em que estas instituições pivot dos destinos se encontram. Um terço dos CB sofreu reduções em termos de fundos públicos, enquanto que 75% relatou a perda de receitas originárias dos membros e parceiros.

Houve poucas alterações no trabalho normal destas entidades, que continuaram a promover os destinos, agora com ainda mais recursos digitais e a concorrer a eventos, embora cerca de 20 CB pararam ou reduziram a atividade de bidding.

76% dos inquiridos revela-se otimista para o futuro, enquanto que 24% mostra-se neutral ou pessimista. Este estado de espírito positivo tem por base a imutável necessidade de os seres humanos interagirem presencialmente; as oportunidades que vão existir em termos de eventos híbridos; a confiança de que os destinos se vão manter atractivos, depois de a pandemia passar; a resiliência desta indústria.

Aposta nas ferramentas digitais

Deste estudo de Rob Davidson, concluí-se que os convention bureaux apostaram:

. No melhoramento dos seus sites, em termos de design e conteúdos. Estes passaram a disponibilizar informação relativa à Covid-19 e as oportunidades em termos de eventos híbridos.

. No investimento nas redes sociais, de forma a estarem mais perto dos stakeholders. Destaque neste sentido para o Linkedin.

. No reforço de programa de embaixadores. Eventos de atribuição de prémios foram realizados digitalmente.

. Na realização de estudos de mercado, tendo mais como foco os destinos de proximidade.

. No reforço em termos de ativismo, lobbying junto dos governos.

. No maior apoio aos membros, quer em termos de diretivas de saúde e segurança, quer na organização da informação sobre eventos híbridos.

No sentido contrário, a publicidade tradicional, bem como digital, sofreu cortes, e 30% dos inquiridos suspendeu todas as press e fam trips, tendo alguns substituído estas por visitas virtuais.

Mudanças previstas

A incerteza ainda é grande, e o estudo desdobra a questão das expectativas de futuro, em duas partes, curto e longo prazo.

A curto prazo, os convention bureaux vão:

. Usar mais ferramentas digitais.

. Trabalhar mais as reuniões híbridas.

. Dar mais apoio aos membros em termos de informação e alterações no destinos.

. Focar-se mais no mercado nacional e local, em vez de nos eventos internacionais.

A longo prazo, os respondentes consideram que: 

. 70% dos inquiridos acreditam que o híbrido e outras formas de digitalização dos eventos estão para ficar.

. Reuniões serão mais pequenas, com menos participantes. Haverá mais eventos multi-hub.

. Será dada mais atenção ao wellness, sustentabilidade e legado social dos eventos. Saúde, segurança e condições de higiene nos destinos ganham importância extrema.

. Os participantes em eventos presenciais vão exigir mais valor dos mesmos, o que se poderá consubstanciar em melhor networking, mais autenticidade e menos superficialidade.

Pode consultar o estudo completo aqui.