New Sheet acelera internacionalização e prepara novidades para a Revenge of the 90’s
05-02-2026
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Com um percurso já consolidado no mercado nacional e uma operação internacional no universo corporate, a New Sheet entra em 2026 com uma ambição clara: testar, escalar e exportar os seus conceitos próprios de entretenimento.
Um movimento que surge após um ano de intensa atividade e que marca um novo capítulo na história da empresa liderada por Paulo Silva. “Enquanto grupo já estamos a trabalhar lá fora há algum tempo, e agora esta intenção é mais na óptica de experimentar e levar alguns dos nossos conceitos lá para fora”, começa por explicar o CEO da New Sheet, num balanço de 2025 que serve também de ponto de partida para as novidades agora anunciadas.
Um desses passos passa por levar a Revenge of the 90’s a novos mercados. Depois de experiências bem-sucedidas em Espanha, sobretudo em contexto corporativo, a aposta internacional ganha outra dimensão com Londres no horizonte. “Queremos tentar arriscar em Londres com o evento de bilhética da Revenge of the 90’s, com uma possibilidade de residência em Londres, e com a possibilidade de escalar a nível mundial, porque é com um player internacional muito grande”, revela.
A par desta ambição internacional, a Revenge of the 90’s regressa também ao mercado português de bilhética já a partir de março, com um conceito renovado. “Vamos colocar a Revenge of the 90’s de volta no mercado de bilhética, porque até agora tínhamos andado muito só no corporativo e também no camarário”, afirma Paulo Silva, acrescentando que o novo formato irá aprofundar a componente sensorial e imersiva do evento. “A ideia é fazer as pessoas viajarem ainda mais aos mundo dos anos 90 através de uma série de experiências sensoriais.”
Estrutura internacional assente no corporate
A aposta na internacionalização assenta, em grande parte, na experiência já acumulada pela Wagmi, área de negócio do grupo dedicada à produção de eventos corporate, sobretudo no universo do setor tecnológico e cripto. Em 2025, esteve presente em mercados como Cannes, Bangkok, Mykonos, Colômbia ou Nova Iorque, operando com uma lógica flexível e descentralizada, mas mantendo o ADN da New Sheet. “Tudo é desenhado cá, o conceito, a estética do evento, a parte das interações”, sublinha o CEO. A imersividade, a interatividade e a forte componente de marca continuam a ser pilares transversais a todos os projetos, independentemente da geografia.
“Somos uma fábrica de eventos”
Questionado sobre o posicionamento atual da empresa, Paulo Silva evita rótulos tradicionais. “Não consigo dizer se somos uma agência, se somos uma produtora, acho que nós somos uma fábrica de eventos”, afirma. Uma definição que reflete a diversidade de projetos desenvolvidos, do corporate à bilhética, passando por festivais.
Perante cada desafio, a New Sheet tem uma abordagem assente na combinação entre criatividade, produção e gestão de projeto. Exemplos como o festival No Art, produzido em apenas mês e meio para 15 mil pessoas, ilustram a capacidade de resposta. “Foi um dos maiores desafios até hoje”, lembra Paulo Silva.
O mercado português “muito à frente”
A experiência internacional reforçou a convicção de Paulo Silva quanto à qualidade do mercado nacional. “Muito à frente”, responde sem hesitações quando questionado sobre o nível dos eventos portugueses face ao contexto internacional.
“O facto de nós termos de ser tão resilientes e fazer tanto com tão pouco” é, para o CEO da New Sheet, um dos grandes fatores diferenciadores. “Vejo a qualidade das produtoras portuguesas e o que iMotion, Gr8, Niu, Desafio [Global] fazem, e depois ver lá fora e ver que somos mesmo muito, muito bons e que o nosso mercado está muito à frente do que se faz lá fora”.
As diferenças de orçamento continuam, no entanto, a ser determinantes. “Os budgets são completamente diferentes, lá fora são astronómicos”, reconhece, sublinhando que essa realidade permite produções difíceis de replicar em Portugal. Também na relação com os clientes surgem contrastes claros. “Queixam-se menos e tentam negociar menos”, diz sobre os clientes internacionais. “Está aqui o budget, vamos usar este dinheiro e fazer isto acontecer o mais incrível possível.” Em Portugal, pelo contrário, o processo é muitas vezes mais fragmentado e condicionado por várias camadas de decisão.
IA e talento
Quanto às tendências, a inteligência artificial surge como incontornável. “É inegável o que a IA vai afetar um bocadinho todas as áreas de negócio”, diz, afastando, no entanto, cenários de substituição do fator humano. “Os eventos vão continuar a ser muito humanos.” O impacto maior está na eficiência e na rapidez. “Ganhar tempo para pensar e para fazer outras coisas” é, para o responsável, uma das grandes mais-valias.
Por fim, o talento continua a ser uma prioridade estratégica, com um processo de recrutamento exigente e focado no fit cultural. “Não tanto a recrutar porque o currículo é incrível, mas porque a pessoa faz fit com a empresa”, explica. Após um forte investimento em recursos humanos em 2025, a empresa entra agora numa fase de consolidação. “Estamos super felizes com a equipa que temos.”

