Portugueses no Médio Oriente: Sofia Pascoal, QC+
18-03-2026
# tags: Eventos , Meetings Industry , Médio Oriente , Qatar
Eventos cancelados, uma paragem forçada e novos objetivos a curto prazo. Esta é a “nova realidade” de Sofia Pascoal, que acredita numa estabilização da situação que permita relançar o Qatar como um destino seguro e preparado para voltar a acolher eventos de excelência.
Sofia Pascoal é Head of Event Sales & Business Development na QC+, uma entidade que pertence à Qatar Museums (QM), sendo responsável pela comercialização dos espaços e venues para eventos privados. Dadas as suas funções, sentiu de forma notória o impacto da situação no Médio Oriente.
“Desde que a situação se agravou na região, no passado dia 28 de Fevereiro, o ambiente tem sido, naturalmente, de alerta e precaução”, admite, garantindo, contudo, que “as autoridades locais têm tido um papel muito ativo na comunicação com a população”.
Tal como outros portugueses que trabalham na região e que já falaram com a Event Point, Sofia Pascoal elogia a forma como os responsáveis locais têm gerido a situação. “Recebemos notificações de alerta diretamente nos nossos telemóveis com instruções claras para nos mantermos em segurança e para privilegiarmos locais protegidos”, conta.
Uma das medidas preventivas para garantir a segurança foi determinar que apenas 30% dos colaboradores em funções não essenciais se desloquem aos escritórios.”Esta adaptação tem-nos permitido continuar a trabalhar com a máxima segurança possível, mantendo a serenidade que a situação exige, sem alarmismos desnecessários, mas com a devida cautela”, revela a portuguesa.
Cancelamentos e um impacto significativo
No entanto, a atividade de Sofia Pascoal acabou por sofrer “um impacto direto e significativo”, porque, cumprindo as diretrizes governamentais de segurança, os museus e espaços culturais vão continuar encerrados até indicação em contrário.
“Consequentemente, todos os eventos que tínhamos planeados e agendados para o mês de março tiveram de ser cancelados. Sendo a nossa área de atuação focada na comercialização destes espaços para eventos, esta paragem forçada traduz-se, inevitavelmente, numa perda substancial de receitas a curto prazo”, admite.
Contudo, e como salienta, “a prioridade absoluta neste momento é, sem dúvida, a segurança das equipas, dos clientes e do público em geral”.
O conflito na região obriga, por isso, a repensar estratégias. Sofia Pascoal espera que a situação acabe por estabilizar gradualmente. Mas enquanto tal não acontece, “a curto e médio prazo, o foco comercial terá de se adaptar a esta nova realidade”. Nos próximos tempos “o objetivo principal será trabalhar na promoção da região e do país de uma forma tranquilizadora para o mercado global”.
“Sabemos que a confiança é um fator determinante no setor dos eventos e do turismo de negócios. Por isso, assim que as condições de segurança o permitirem e os espaços reabrirem, a nossa estratégia passará por reforçar a imagem do Qatar como um destino seguro, resiliente e preparado para voltar a acolher eventos de excelência, recuperando a dinâmica que nos caracteriza”, conclui.
© Olga Teixeira Redação
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