Um ano depois do rebranding, Bloomer cresce 40% e reforça posição
24-07-2026
# tags: Agências , Eventos , Staff , Eventos corporativos
Um ano após a mudança de marca de Tox’Inn para Bloomer, a empresa faz um balanço positivo da transição.
O crescimento de 40%, a conquista do ouro na categoria Staffing Company e de um bronze nos Eventex Awards, uma comunicação mais alinhada com o posicionamento da empresa são alguns dos resultados destacados por Joana Grácio, CEO da Bloomer, em entrevista à Event Point.
Um rebranding pensado durante anos
A mudança de Tox’Inn para Bloomer não surgiu por impulso. Segundo Joana Grácio, a decisão foi amadurecida ao longo de vários anos e concretizada apenas quando a empresa considerou reunir as condições necessárias para dar esse passo. A CEO explica que a nova identidade nasceu da necessidade de criar uma marca capaz de acompanhar a evolução da empresa e refletir melhor a sua cultura. "Senti esta necessidade de uma marca que fosse consistente o suficiente para nos acompanhar, não só nos próximos cinco, 10, 20 anos, mas que pudesse continuar. E que acima de tudo refletisse aqui a nossa cultura."
Mais do que uma alteração de nome, o processo procurou traduzir a evolução da empresa. O antigo slogan, "Para quem o simples não é suficiente", deu lugar a "Always adding a little extra", uma assinatura que procura sintetizar a cultura da Bloomer e a ambição de acrescentar valor em cada projeto. A responsável explica que a nova identidade pretende representar uma empresa que cresceu e diversificou a sua atividade.
A nova paleta cromática foi concebida para simbolizar uma organização mais plural e inclusiva, refletindo a diversidade cultural, étnica e de género que a CEO considera fazer parte da identidade da empresa. Para Joana Grácio, a marca passou finalmente a comunicar, para o exterior, os valores que sempre procurou cultivar internamente.
Crescimento de 40% impulsionado pela confiança das marcas
O primeiro ano da Bloomer traduziu-se num crescimento de 40%, resultado que Joana Grácio atribui sobretudo à confiança conquistada junto dos clientes e à forma como a empresa passou a comunicar o seu posicionamento. “Creio que foi notória aqui a nossa cultura de entrega, de compromisso, de execução. As marcas confiam em quem entrega, efetivamente.”
A responsável considera ainda que o rebranding permitiu dar maior visibilidade a uma área que já fazia parte da atividade da empresa: a da execução, de eventos 'chave-na-mão', sem deixar de trabalhar em parceria com outros players. "Éramos muito conotados apenas pelos recursos humanos e embaixadores de marca", explica, dando conta que hoje a abrangência é maior.
Entre os vários marcos deste período, Joana Grácio destaca a conquista do primeiro prémio de ouro português na categoria Staffing Company dos Eventex Awards, um reconhecimento que considera importante não apenas para a empresa, mas para todo o setor nacional. A distinção juntou-se ainda a outros reconhecimentos conquistados durante este primeiro ano da nova marca.
Com uma operação que chega a mobilizar centenas de profissionais em simultâneo, a tecnologia tem desempenhado um papel importante na escalabilidade da empresa. Ainda assim, Joana Grácio defende que nunca deverá substituir a dimensão humana. "Eu sou uma apaixonada por tecnologia, mas acho que a tecnologia não se deve sobrepor à nossa humanidade. Nem deve substituir."
A Bloomer desenvolveu ferramentas próprias para gerir operações de grande dimensão e recorre atualmente a assistentes virtuais para responder às solicitações mais repetitivas, libertando as equipas para o contacto direto com clientes e colaboradores. Atualmente, a empresa consegue gerir operações com centenas de profissionais em simultâneo, mantendo processos de planeamento e comunicação rigorosos.
Inteligência artificial, recrutamento e bem-estar
Joana Grácio considera que os próximos anos colocarão novos desafios às empresas de eventos. A inteligência artificial será inevitavelmente um dos principais motores de transformação, mas alerta para o risco de o setor perder criatividade e diferenciação, caso as ferramentas sejam utilizadas apenas para replicar soluções.
A responsável defende que a tecnologia deve libertar as equipas das tarefas repetitivas, permitindo-lhes dedicar mais tempo ao pensamento estratégico e à criação de experiências. No entanto, lembra que essa promessa ainda não se concretizou totalmente. Na sua perspetiva, a permanente conectividade, alimentada pelas novas ferramentas digitais, está a aumentar a pressão sobre os profissionais e a dificultar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, um tema que considera particularmente sensível numa indústria habituada a responder em tempo real às exigências dos clientes.
A questão do recrutamento é outro dos temas que preocupam a CEO da Bloomer. Segundo explica, as empresas já não podem recrutar nem gerir talento da mesma forma que faziam há duas décadas. A mudança nas expectativas das novas gerações, a dificuldade de acesso à habitação, a menor permanência nas organizações e a evolução constante das plataformas de comunicação obrigam as empresas a adaptar continuamente a forma como atraem e retêm pessoas. A cultura organizacional, afirma, tornou-se um fator determinante para captar a atenção e o compromisso dos profissionais, numa altura em que todas as empresas competem pela atenção de clientes, colaboradores e candidatos.


